Jornalismo esportivo online não existe, diz editor da ‘Folha’

Vagner Magalhães
Direto de São Paulo
José Henrique Mariante, editor do caderno de esporte da Folha de S.Paulo, afirmou durante o MediaOn, maior fórum de jornalismo da América Latina, que o jornalismo esportivo online ainda não existe. “O que é feito hoje é uma colagem. O jornalismo online é feito de colagem de outras plataformas que existem. Já é um problema na internet distinguir o que é importante ou não. É mais importante dar uma informação mais nova ou dar a informação antiga melhor?”.
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Mariante participa do debate “O esporte como paradigma do jornalismo online”, que acontece no Itaú Cultural. Para o editor, os jornais ainda devem manter o seu espaço. “O J. Hawilla não é de perder dinheiro. Ele comprou um jornal nesta cidade (o Diário de São Paulo) por cerca de R$ 100 milhões. Talvez ainda dê dinheiro”, afirmou.
Para o editor-chefe do diário esportivo Lance!, Luiz Fernando Gomes, o jornal terá de ser de “amanhã” e não de “ontem”. “O jornal tem de prever e analisar o que vai acontecer. Sobreviverão as empresas de comunicação que souberem se adaptar ao que o público quer, não o que a gente acha que ele quer”.
Júlio Gomes, editor do site ESPN.com.br, diz que estar em todos os lugares e de todas as maneiras é a meta da ESPN Brasil. “Temos um canal de TV, estamos no rádio, vamos lançar uma revista em pouco tempo. Começamos tarde na internet e ainda assim temos apresentado um bom crescimento. Éramos um site de programação e não um site esportivo”.
Segundo ele, a ESPN acertou ao fazer um site diferente, sem menus e cheio de “tags”. “O Twitter é a nossa terceira fonte de audiência. O torcedor quer ver o jogo na TV, rever os gols na internet. Não acho que tudo vai acabar e vai sobrar só internet, mas é preciso integrar as plataformas”.
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- atualizado às 17h50